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terça-feira, 15 de outubro de 2013

O Mito de Criação

Por Antônio C Pereira
Thot, deus da criação das ciências, após criar todas, meteu-se a criar animais. Esse novo trabalho era muito mais divertido que o anterior, e mesmo tendo boa parte de seus projetos reprovados, jamais desistiu deste novo caminho. E após pensar, criou o mais adaptável dos animais. E saiu em disparada pelo deserto para mostrar a Thamus, o deus julgador e senhor de todas as coisas, sua mais perfeita obra.
– Thamus, meu amo e senhor, trago-lhe o que dominará a terra e os mares após a partida dos homens para a morada eterna. Disse Thor, orgulhoso e ofegante.
– Diga-me Thot, Thamus sem animo respondeu. O que me traz desta vez?
– Veja, no papiro estão todos o detalhes. A animação de Thot era visível.
– Hum, mostrou interesse o regente, bico de pato e patas palmadas?
– Sim, para que possa navegar sem problemas e comer sementes e pequenos peixes.
– Corpo de castor e cauda do mesmo animal?
– Desta forma, além de forma hidrodinâmica perfeita, o animal estará isolado termicamente, além permitir que habite tocas terrestres, em vez de ninhos. O engenheiro já se mostrava temeroso por seus esforços.
– O ferrão é questionável, caro Thot.
– Nada disso nobre Thamus, tem única e exclusivamente a função de defesa, nada mais.
Fez-se silêncio, o deus regente pensava profundamente em tudo o que ouvira, e contemplava o papiro. Thot sentia-se embaraçado e nervoso pela demora do julgamento de sua obra. Por fim, o deus maior disse:

– Caro Thot, poderei eu aprovar teu trabalho, mas tenho uma ressalva sobre o ornitorrinco, disse Thamus em seu trono, deixarei tal ser viver, o orni... ornit... ornitorrinco, desde que você retire do projeto original apenas um item, o gorro com guizos.

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