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quinta-feira, 17 de outubro de 2013

Dica, truques e cheats

A narrativa contínua é a mais comum de se encontrar na literatura, mas não é a única. A narrativa pode ser também fragmentada, e desta forma, exige mais esforço do leitor. Não basta apenas ler, é preciso tentar (isso é automático, quando parece existir um buraco ao longo da obra) completar essa falha proposital no andamento textual. Não se engane, não é preguiça da parte de quem escreveu, é uma situação no linear entre o sucesso da narrativa e o fracasso estrondoso. Se duvida que uma narração pode ser "esburacada" e ainda funcionar de maneira magistral, é só procuramos a obra de Caio Fernando Abreu, "Morangos mofados" e "Os Dragões não conhecem o paraíso", são os textos que praticamente representam e embasam essa forma de escrever. Dará um grande trabalho para ler, mas ao fim, sentimo-nos parte do que lemos e ao mesmo tempo, ao longo da leitura, queremos chegar logo à resolução ou clímax do conto. O incomodo também passa a ser um parceiro de leitura, que as vezes atrapalha e as vezes ajuda também, a sensação do incomodo em geral advém de nós mesmos para mostrar que algo está fora do lugar, ora, um cara sentado na sala divagando sobre o seu dragão de estimação não é muito comum, não concordam?
Mais uma vez, retomarei a máxima que postei neste blog, "mais as vezes é menos", e se bem usada, essa formula fragmentada pode ser bastante interessante tanto para quem lê, quanto para quem escreve, e ainda cria um quebra-cabeças.

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