Após uma reflexão sobre o seu texto, como o mencionado no post sobre o tamanho do texto, passamos para o seguinte passo de relevância idêntica ao passo anterior, a seleção de qual gênero textual utilizar. Cada Tipo textual, engloba uma série de gêneros, e como estamos falando em escrever, os mais citados nesse blog, serão o Tipo "Narrar", e quando for conveniente (e teremos esse momento) o Tipo "Poesia", depois dos Tipos temos os Gêneros, que são infindáveis. Os estudiosos da linguística na Alemanha, certa vez tentaram catalogar todos os gêneros textuais existentes naquele país, e chegaram a incrível marca de 4.000 nomenclaturas. E no que isso importa? Simples, cada gênero tem uma estrutura, e alguns textos podem ser compostos por vários gêneros e subgêneros, dessa forma, ao selecionar uma formula de narrar, você automaticamente estará selecionado pessoas que se sintam a vontade e preparadas para ler essa obra. Mas vamos destrinchar um pouco mais para facilitar a vida:
* Romance: em geral é o mais longo, e pode ou não ter em sua trama principal um relacionamento amoroso problemático. Mas isso nem sempre se verifica, nos dias atuais, muitos livros são classificados como "romance", apenas por terem textos longos. Seria até engraçado se em todos os romances policiais, tivéssemos detetives apaixonados, a nomenclatura ficou, mesmo com a mudança da estrutura.
* Fábula: uma das mais divertidas e rápidas de ler, consiste em narrativas, cujos personagens principais são seres fantásticos personificados, que passam por uma situação no mínimo incomoda, e atingem uma moral ao final. A grosso modo, é uma metáfora ou alegoria para transmitir conhecimentos de valores e sociais.
* Crônica: não temos leões ou garotas nos guarda-roupas, nem Nárnia. Neste gênero, temos uma narrativa simples e casual de fatos torriqueiros, com tom crítico ou humorístico.
* Conto: o conto, é o que o autor chama de conto, não existe uma formula pronta deste texto, pois temos contos de uma página e outros com mais de quarenta. Mas o ponto mais comum que se verifica neste gênero, é uma brusca virada de roteiro (plot twist), que toma de assalto o leitor, em geral ao final da obra.
Além deste citados, existem outros como "crônica narrativa descritiva", a clássica "epopeia", "ensaio", e outros que não abordarei por ora, mas talvez num momento posterior.
Todo esse "show off" de minha parte tem apenas um objetivo, cada tipo e gênero textual tem um público alvo e dessa forma ao selecionar um dos esquema apresentados, estará esperando um tipo de leitor específico. Vamos pegar como exemplo o conto, os contos são amplamente difundidos nos meios acadêmicos por deixarem grande margem de interpretação e por dependerem de grande experiência de vida e informações presente no próprio leitor, e por isso, não seria de se estranhar que no ensino fundamental grande parte dos jovens ali não o entendesse por completo, por outro lado, o romance tem um volume textual maior e pode se dar ao luxo de fornecer mais informações para o leitor, e dessa forma agradando mais aos leitores mais prematuros na arte de entender realmente o que está escrito. Claro, tudo isso é apenas teórico, não uma lei imutável, mas interferirá diretamente no tipo de leitor que você quer atingir.
Desta forma termino esse texto Expositivo enorme.
Até a próxima.

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